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A nossa constituição federal, num lampejo de sensibilidade para com o povo, permitiu que, mediante certas regras mínimas, pudesse haver projetos de lei de iniciativa popular (e não só a partir dos Deputados e Senadores). Usando desse recurso constitucional o Congresso Nacional aprovou a Lei N. 9840, pela qual podem ser alijados da vida pública, políticos envolvidos em atos que caracterizam abuso de poder econômico, nas eleições. E de fato, centenas de políticos, por terem infringido essa lei, foram apeados do poder. Essa lei o povo ajudou a criar. “Entre vós, os que querem ocupar o primeiro lugar, seja para servir” (Mc 10, 43).
As eleições no Brasil estão se depurando dos vícios históricos, para se tornarem cada vez mais livres e limpas. Vamos dar um passo a mais. Em continuação a essa lei citada, queremos que os candidatos a um cargo eletivo, que já estejam condenados em primeira instância, sejam impedidos de se candidatar. Quais são os benefícios dessa nova lei? 1 – Haverá uma depuração das falsas acusações, nascidas da inveja e das vingancinhas. Nenhum candidato honesto será barrado, pois o poder judiciário terá a capacidade de selecionar os casos verdadeiros, dos falsos. 2 – Só os personagens realmente corruptos entrarão em julgamento, e se as acusações procederem, provocarão uma condenação. 3 – A lei popular vai antecipar o tempo da punição. Pois como está agora, a lei permite que o condenado na primeira instância use subterfúgios “ad nauseam”, para procrastinar o castigo. Saberá, com bons causídicos, levar seu caso até o esgotamento final das possibilidades. Só então será punido. Na prática, sabemos que tal condenação acontecerá no juízo final, quando Cristo vier para fazer justiça.
Pois bem. Se o caro amigo ainda não subscreveu a lista, chamada “Ficha Limpa”, poderá faze-lo ainda, na sua Paróquia. É preciso que se alcancem 1.300.000 assinaturas. Para subscrever tal lista, você deverá estar munido do seu Título Eleitoral. E não tenha receio. Os bons candidatos não serão atingidos por essa nova lei. Vai dar um mau tempo para os candidatos que tem abusos e crimes a encobrir.

criado por Dom Roque
14:48:46 Sejamos realistas. Os nossos temíveis perseguidores se apresentam como “corajosos”; e atacando-nos impiedosamente querem “demonstrar a hipocrisia da Igreja”...Mas esses mesmos destemidos amantes da verdade jamais pronunciam uma palavra contra os judeus, contra os muçulmanos, contra os líderes espíritas, contra as igrejas evangélicas e outros grupos. Será que eles não cometem faltas? Ou será que, por terem medo de suas reações, só falam mal dos católicos, porque estes se comportam como Jesus “manso cordeiro levado ao matadouro” (Is 53,7)? Aos Jabour, aos Petry, às Martins, aos Paiva, sobra coragem quando atacam a Igreja. Mas se tornam muito cordiais, e interessados no bem comum, quando se trata de ocultar os erros de grupos fora da Igreja Católica. Tais escritores e líderes estão despertando, irresponsavelmente, o ódio na opinião pública. A história nos conta de que forma terminam tais campanhas de atiçar os ódios contra algum grupo social.
Vejamos como terminou a campanha dos iluministas contra “trono e altar”. Milhões de seres humanos foram trucidados na revolução francesa. O mesmo se diga do socialismo intolerante, que tomou como objeto de seu ódio toda a classe dos proprietários, mesmo que fosse dona de um pequeno sítio. O resultado não se fez esperar. Foram mortos, em nome da justiça, mais de 60 milhões de seres humanos na Rússia, e outros tantos na China. Não esqueçamos os judeus, durante séculos considerados os culpados de todos os males. Tudo terminou no genocídio de 6 milhões, pelo nazismo. Na história do cristianismo convém lembrar a campanha do império romano contra os cristãos. Estes optaram em “ser fiéis até o fim” (Mt 10, 22). O resultado foram centenas de milhares de mártires. Não esqueçamos a inglória revolução espanhola, na qual foram eliminados, de forma cruel, milhares de Padres, dezenas de milhares de Religiosas, foram destruídas igrejas e conventos. Aqui no Brasil, como conseqüência do desprezo e da raiva indômita contra a Igreja, haverá uma opinião pública contundente contra ela. O resultado disso é inevitável. Todos ao “matar-vos julgarão prestar um sacrifício a Deus” (Jo 16, 2). Muito em breve a Igreja no Brasil terá muitos mártires. (Se for necessário, pretendo explicar, futuramente, a “psicologia” dos nossos perseguidores).

criado por Dom Roque
14:01:54Embora tardiamente, quero levar os caros amigos a umas poucas considerações, a respeito do enorme contencioso criado pelas excomunhões de Recife. Na minha vida de católico, e de bispo, jamais vi tamanha condenação da opinião pública, contra a nossa Santa Igreja. Nunca vi tanta gente vir a público e, falar com ódio em ebulição, contra o gesto “medieval” do arcebispo Dom José Cardoso. Reflitamos um pouco.
1 – Pode a Igreja pronunciar uma excomunhão (proibição de participar da vida comunitária da Igreja), contra um fiel? Esse gesto é bíblico, portanto perpétuo. São Paulo, a respeito do devasso de Corinto, que abusava sexualmente da 2ª mulher de seu pai, diz: “Entreguei esse homem a Satanás, para que seu espírito seja salvo” (1 Cor 5,5). Também os primeiros cristãos não permitiam que um fiel, optasse por categorias profissionais, tidas inconciliáveis com a vida cristã. Hoje as excomunhões são raras (sete), restringindo-se aos casos previstos no Direito Canônico.
2 – Uma excomunhão atinge os que não são católicos? De forma alguma. A Igreja só pode excluir da vida comunitária aqueles que fazem parte de seus quadros. Também essa pena só atinge os católicos que tem conhecimento da lei. No direito civil existe a presunção do conhecimento da lei. É inútil alegar ignorância. No direito da Igreja, porém, para haver punição, o fiel deve ser conhecedor efetivo da lei.
3 – Por que a Igreja fica sozinha na luta contra o aborto? Porque a maioria das pessoas não tem força para enfrentar os abortistas, cheios de dinheiro, e de capacidade de pressão. Até algumas igrejas cristãs, sabidamente contra o aborto, nada falam, para não enfrentar a opinião pública. Não é fácil manter uma convicção, quando ela traz prejuízos.
4 – Pode um Bispo, de própria iniciativa, excomungar alguém? Ninguém pode, menos o Papa. A Igreja só pode agir, dentro dos cânones da lei. É muito curioso que, perante a opinião pública, um Bispo que é considerado de esquerda, pode excomungar. Há vinte anos atrás, um Bispo do Mato Grosso, considerado esquerdizante, excomungou publicamente um latifundiário. A reação midiática foi zero. Mas bastou um “conservador” aplicar uma lei, já existente, e a ira se tornou planetária. Descubra porquê.
5 – Por que no caso atual de Recife, houve tamanha celeuma na mídia? É que alguns políticos e jornalistas não conseguem se livrar do sofisma (destinado a ser perpétuo) da “laicidade” do Estado. A Igreja não apela para argumentos religiosos, e sim científicos, para defender a vida. Outros se escandalizaram, mesmo não católicos, porque “devem”. Isso é, estão envolvidos em prática abortiva.
6 – Para corrigir seus fiéis, por que a Igreja recorre a um expediente tão medieval como a excomunhão? Esse recurso não é tão medieval. O mundo moderno não recorre a Comissões Processantes, para cassar políticos corruptos? Trata-se de um tipo de excomunhão. Um clube não expulsa os maus sócios? Qual é a diferença com o recurso que a Igreja usa?
7 – No caso de Recife, por que foram excomungadas só as pessoas ligadas ao aborto, e não foi excomungado o estuprador? Por que agora se quer, não só legitimar as excomunhões, mas até amplia-las? No Direito Canônico antigo havia muito mais excomunhões. O de 1983 restringiu-as a umas sete. Se for para aumentar, então devem ser excluídos da vida da Igreja também os genocidas, os grandes ladrões do dinheiro público, os fomentadores de ódios...Tirar a vida de uma criança indefesa é considerado pela Igreja um crime particularmente hediondo.
8 –O momento dessa excomunhão foi inoportuno e injusto. Quanto à verdade teológica e canônica do procedimento, ele foi impecável. Não há retoque. Quanto à oportunidade da iniciativa, foi muito infeliz. Tirou toda a atenção da CF 2009, que trata da defesa da vida, e provocou um inchaço desproporcional sobre a proibição de interromper o ciclo da vida. Poderia ter sido feito assim: a autoridade diocesana se informa sobre o grau de culpa dos envolvidos; envia documento escrito de excomunhão aos culpados; publica o ato no jornal da Diocese.

criado por Dom Roque
13:59:53 São Pedro, em sua carta, nos fornece uma afirmação de grande valor para a vida cristã. Quando fala sobre a importância do batismo, ensina que a água desse sacramento nos lava do mal e nos concede “ uma consciência tranquila diante de Deus” (2 Pd 3, 21). Estar em paz interior é uma garantia de felicidade, e até uma predisposição para uma vida saudável. A boa consciência, provinda da amizade com a pessoa divina – segundo experiências médicas realizadas na América do Norte – tem até a capacidade de prolongar a vida das pessoas. E ao contrário, quem está em estado de inimizade com Deus, tem muita chance de prejudicar o bom funcionamento do cérebro, e balançar os sentimentos.
O sacramento da Penitência, ou do perdão, está na mesma linha que o Batismo. A confissão dos pecados é como uma água que nos limpa o coração. Não é em vão que a psicanálise faz uso da catarse, para penetrar até os últimos refolhos da alma, e assim descobrir a gênese de nossos males psíquicos. Só que ela perde para a confissão num detalhe importante: ela não tem o poder de perdoar os erros cometidos. Já na confissão sacramental o fiel pode implorar o perdão divino. “Ele jogará no fundo do mar todos os nossos pecados” (Miq 7, 19). Com certeza, o mal que praticamos, deixa o nosso “eu” numa rede de tristeza e uma convicção: “cometi o mal, e preciso livrar-me de suas conseqüências”. A resposta está na confissão sacramental, com toda a garantia. Também há uma possibilidade, não tão fácil de verificar, quando praticamos o bem: “A caridade cobre uma multidão de pecados” (Tg 5,20). Mas atenção! A confissão tem um valor tão extraordinário, porque nos coloca na presença do nosso Salvador. Ela é o encontro com o Deus da misericórdia. Nos evangelhos vemos como os encontros que Jesus teve com certas pessoas, foram encontros que mudaram a vida, de modo radical. Também a confissão bem feita pode tornar-se o início de uma vida melhor e mais santa. Em preparação para a Páscoa do Senhor não ficaria bem para todos nós, aproximar-nos desse sacramento tão humano e tão divino?

criado por Dom Roque
15:20:57